Como a política influenciou no mundo dos vinhos sul-africanos? | Descobertas Essenciais | Clube Wine | Wine.com.br

Tudo começou lá no século XVII com a chegada dos colonizadores holandeses. Com o objetivo de abastecer a população e ainda combater o escorbuto entre os marinheiros, o governador do Cabo autorizou a importação e plantio de diferentes uvas francesas.

No entanto, a história do primeiro rótulo remonta só meados de 1685, com o auxílio de escravos malagaxes e moçambicanos no cultivo. O nome dele era Vin de Constance. A mítica bebida de sobremesa, com aroma de pêssego, conquistou paladares europeus com o passar dos anos e entre essas personalidades estavam Napoleão Bonaparte, Baudelaire e Charles Dickens.

O tempo passou e com ele muita coisa aconteceu. O Apartheid influenciou tudo e todos, inclusive a trajetória dos vinhos. Países de diferentes cantos determinaram um boicote comercial aos produtos da África do Sul e aí os vinhos passaram a servir apenas para consumo interno.

As coisas só foram mudar mesmo a partir de 1994, com o fim da política de segregação racial e depois com a eleição de Nelson Mandela. O presidente era um grande apreciador da bebida e teve grande incentivo na viticultura local.

Além dos vinhedos precisarem se acostumar com as novas exigências do mercado internacional, eles precisaram aprimorar suas qualidades e, assim, foram se tornando sucesso. Dos 28 milhões de litros em 1991, a África do Sul passou a exportar 218 milhões de vinhos em 2002 e hoje já tem centenas de vinícolas de grande prestígio espalhadas por todo o país. Isso que é superação!

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