Carménère, essa sumida! | Descobertas Essenciais | Clube Wine | Wine.com.br

Considerada hoje uma das assinaturas dos vinhos chilenos, a Carmènére passou muito tempo “desaparecida” e só foi “redescoberta” mesmo em 1994.

A história começa com a praga filoxera. O desastre, que tinha como grande inimigo insetos minúsculos, atingiu vinhedos por toda a França, afetando raízes, folhas e sugando a seiva das videiras. Poucas foram as plantações que resistiram e, no meio delas, julgou-se que as de Carménère tinham sido completamente destruídas e estavam extintas.

Só há 24 anos que esse mito caiu por terra. O ampelógrafo* francês Jean-Michel Boursiquot descobriu toda a verdade. A Carménère estava vivíssima, na ativa e “disfarçada” de “Merlot chileno”! Na realidade, ela estava produzindo vinhos atípicos, com um estilo interessante e a particularidade meio picante.

Uma grande confusão! E sabe como tudo deve ter começado? Provavelmente, os colonizadores europeus, bem antes de toda aquela infestação, trouxeram mudas de Carménère para o Chile e plantaram a variedade. Só bem depois disso que ela foi identificada como um vinhedo que se supunha ser Merlot.

Hoje, com tudo resolvido, a nossa fênix tornou-se uma uva tinta emblemática do Chile, sendo quase exclusiva de lá. E, agora, quando você for apreciar essa variedade desfrutará e lembrará também de um pouco de história.

*Obs: se você ficou com uma “pulga atrás da orelha” sobre o que é um ampelógrafo, aqui vai a resposta. Trata-se de um profissional da botânica e da agronomia que estuda, identifica e classifica as variedades das uvas.

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