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Já ouviu falar do termo “flying winemaker”? O bordão da área de vinhos, atribuído inclusive a Michel Rolland (que está por trás da supervisão da seleção deste mês), funciona como um apelido e representa enólogos que viajam pelos quatro cantos do mundo em função de sua profissão.

O motivo para esses profissionais rodarem o globo terrestre? Simples. A ideia é oferecerem uma espécie de consultoria e aconselhamento sobre suas metodologias de trabalho e expertises. Entre elas dicas sobre viticultura, vinificação, informações sobre as mais recentes tecnologias e terroir. Aí não tem jeito. Com um currículo tão qualificado, é normal que nomes como o do francês Rolland sejam requisitados por clientes de toda parte.

Acredita-se que o conceito de “flying winemaker” tenha surgido em meados de 1980, na Austrália, quando o país transformou sua vinicultura em um negócio milionário, aplicando tecnologia moderna nos vinhedos e cantinas e apresentando ao mercado um novo estilo de vinho. O resultado deu tão certo que motivou outros produtores a se aventurarem fora de sua zona de conforto, abrirem espaço para a globalização e ampliarem seu portfólio de experiências. A partir disso, os enólogos australianos passaram a prestar consultoria.

Claro que tudo só foi realmente possível por causa da modernização do sistema de aviação, com a implementação de passagens mais acessíveis e com tempos de viagem mais curtos. Tendo essa oportunidade à mão, por que negá-la? Melhor do que limitar-se a trocas de e-mail, telefone ou fax. Bem mais próximo e com uma chance maior de que a empreitada fosse bem-sucedida e a qualidade dos vinhos aumentasse.

Princípio que inclusive nossos Winehunters, Manu Brandão e Vicente Jorge, seguem à risca, quando exploram de pertinho as regiões e escolhem os melhores exemplares. Nesse universo de enólogos famosos que voam, estão o chileno Mário Geisse (que veio trabalhar na Chandon, aqui no Brasil), Angel Mendoza (que aconselha a Salton), Marcos Vian (diretor da Associação de Enologia Brasileira e que tem uma empresa de consultoria) e ainda Eddie McDougall, que viajou por várias partes da Ásia, criou uma empresa e estrelou uma série (de 2014, com 13 episódios). Assunto que rende, viu? E que vale a pena pesquisar bebendo uma taça. Aceita o convite?

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