Graças a um monge| Descobertas Essenciais | Clube Wine | Wine.com.br

27Km a noroeste de Beziers, no centro do Languedoc, está Saint Chinian. Curioso, o nome foi herdado de um monge beneditino, Anhan, fundador, em 794, do mosteiro de Saint-Laurent, na margem esquerda do Vernazobre. Beatificado em 1102, o mosteiro naturalmente passou a ter o nome de seu fundador, Sanch Anhan, e depois, na Idade Média, virou Saint-Chinian. Além dessa, há também uma outra explicação religiosa sobre o nome da microrregião. Segundo a outra história, Saint Chinian tem esse nome devido a São Benedito de Aniane, cujo monastério acabou se tornando Saint-Anian e, depois, Saint Chinian.

Seja qual for o relato que está valendo, o fato é que Saint Chinian foi ganhando fama a cada dia e em 5 de maio de 1982 foi classificada como A.O.C francesa. Todo esse assunto, nos remontou à prática de construção de antigos e tradicionais vinhedos da França em monastérios e castelos, produzidos onde os monges habitam (ou habitavam). Em alguns desses, o sistema de cultivo e produção de vinho prevalece inalterado, seguindo as tradições e acabam sendo um deleite para quem gosta de história. A igreja monopolizou a economia vínica até o século XV na região e só aí a nobreza local assumiu. Vale ressaltar que a Igreja sempre teve forte influência na produção da bebida dos deuses e foram grandes responsáveis por seu aprimoramento.

Em Languedoc, os turistas encontram variadas opções para ficarem frente a frente com essa parte da história: os vinhos da Abadia Sainte-Marie de Valmagne, da Abadia de Fontfroide, da Abadia des Monges, da Abadia Sylva Plana, são exemplos.

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