Mistura fina: a arte dos blends | Descobertas Essenciais | Clube Wine | Wine.com.br

Os dois tintos desta edição foram elaborados na mesma região, pelos mesmos produtores e com as mesmas uvas – Merlot, Cabernet Sauvignon e Tempranillo. O que, então, os torna tão diferentes um do outro? Novamente, recorreremos à matemática para dar essa explicação: cada um dos rótulos possui porcentagens diferentes de cada variedade. Ou seja, essas combinações – conhecidas como blends ou vinhos de corte ou, ainda, assemblage – com as mesmas uvas, mas em quantidades variadas, podem gerar vinhos distintos.

E como essa distribuição é feita? Também varia de vinícola para vinícola – e, principalmente, de enólogo para enólogo –, mas é um processo bastante rigoroso e que só pode ser realizado com as uvas permitidas naquela área. Entra, então, o fator humano: o enólogo seleciona as suas uvas preferidas de cada safra e dá início à alquimia. Com base nas características que pretende obter para aquele vinho, o especialista escolhe as proporções de cada variedade e vai testando até chegar em um ponto de harmonia entre elas, criando, assim, um produto único, com estilo muito próprio que se sobrepõe às características individuais das uvas.

Além desses detalhes numéricos que fazem muita diferença no resultado, outros fatores, como o tempo de amadurecimento em diferentes barricas de carvalho, também contribuem para a singularidade desses rótulos. O exemplar Señorío de Aldaz Crianza traz aromas de frutas vermelhas, notas de pimenta e tabaco, é equilibrado e com final agradável. Já o Señorío de Aldaz Roble possui um estilo maduro, com aroma de ameixa cozida, frutas secas, especiarias e toque terroso. Na boca, é saboroso, com boa acidez e taninos presentes. E você? Será que consegue notar a diferença entre eles? Deguste e descubra!

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