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Dicas

Breve Manual do Degustador para o outono

18 março 2020
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Em uma estação de incertezas, por que não aprender ainda mais sobre a nossa bebida favorita?

O outono está aí! Dia 20 de março ele chega. Em uma época de incertezas, é bom que tenhamos alguns vinhos para degustar e nos fazer relaxar.
E, por que não, aprender ainda mais sobre nossa bebida favorita?
Reunimos oito dicas para não fazer feio na hora de levantar um brinde, mas também não exagerar na qualificação dos vinhos e acabar se passando por um enochato.

1. Três Grupos de Aromas

Na prática, os grupos de aromas são divididos em 3: Os primários, provenientes das uvas, os secundários, resultantes da fermentação e do amadurecimento e os terciários, que têm origem no envelhecimento em garrafa. Poucos são os vinhos que desenvolvem esses aromas terciários, por não apresentarem capacidade de envelhecimento. Esses últimos geralmente são mais etéreos e fechados.

2. 200 compostos

São mais de 200 os compostos aromáticos identificados nos vinhos, responsáveis por notas frutadas, florais, herbáceas, animais e minerais. Nas uvas, também é possível encontrar o linalol e o nerol, por exemplo, responsáveis pelos aromas florais e frutados. No quesito qualidade, o aroma é um dos principais parâmetros para os vinhos.

3. Variações do Frutado

Usar o termo frutado é uma forma abrangente de identificar um vinho. A maneira como esse aroma frutado se apresenta pode ter formas variadas: mais ou menos maduro, ou mais ou menos intenso. Pessoas de olfato mais aguçado podem, ainda, especificar uma fruta especial, entre “fruta madura”, “fresca” ou “fruta de bosque”.

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4. Cheiro de Cravo

Baunilha, caramelo e cravo são outros aromas encontrados, principalmente nos tintos e em alguns brancos. O aroma de baunilha é formado pela vanilina presente no carvalho, que influencia nos aromas, pois os óleos essenciais nele presentes são transferidos para o vinho quando ele amadurece em barricas. Esse é o caso também do eugenol, óleo do cravo.

5. Aromas Secundários

Os aromas chamados de secundários precisam de atenção: eles estão no vinho, mas não vieram diretamente das uvas, por isso são chamados de secundários. O aroma de manteiga, por exemplo, encontrado em vinhos brancos Chardonnay, é originário da fermentação malolática, que transforma o ácido málico em ácido lácteo, um pouco mais brando. Vinhos que se destacam por aromas primários e secundários quase nunca têm potencial para envelhecimento.

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6. Aromas Terciários

No caso dos terciários, ou aromas de estágio, são desenvolvidos em garrafa – constituindo aromas de redução, ou em barricas – aromas de oxidação. Esses aromas dão origem ao bouquet dos vinhos. A estrutura da bebida vai sendo lentamente modificada, a partir de reações químicas. Esse tipo de transformação afeta, além dos aromas, a cor dos vinhos. Os aromas terciários são do tipo animal, como couro, balsâmico, como madeira e ainda outros como fumo e tabaco.

7. Treino do Olfato

Nesse ponto, quanto mais referências olfativas e mais conhecimento sobre as uvas e suas características, melhor será o aproveitamento de uma degustação. Um Kit de aromas pode ser uma boa dica para quem quer treinar e desenvolver uma memória olfativa.

8. Sem exageros

A descrição da descrição também é importante. Evitar palavras rebuscadas ou referências particulares desconhecidas da maioria é um ponto válido. Muita gente escorrega nos detalhes que o vinho apresenta por usar linguagem exagerada que acaba não tendo significado algum. Como última sugestão, não se prender a modismos e procurar autenticidade, acima de tudo degustando com prazer, é o melhor caminho.

Escrito por: Wine