{"id":20088,"date":"2018-09-27T09:00:27","date_gmt":"2018-09-27T12:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/?p=20088"},"modified":"2020-06-09T16:24:56","modified_gmt":"2020-06-09T19:24:56","slug":"a-arte-de-elaborar-espumantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/a-arte-de-elaborar-espumantes\/","title":{"rendered":"A arte de elaborar espumantes"},"content":{"rendered":"<p>Quando pensamos em espumante, normalmente relacionamos a bebida \u00e0 regi\u00e3o mais tradicional em sua produ\u00e7\u00e3o: <strong>Champagne<\/strong>, na Fran\u00e7a. \u00c9 de l\u00e1 tamb\u00e9m que vem o <strong>Champenoise<\/strong>, primeiro m\u00e9todo de elabora\u00e7\u00e3o desse estilo de vinho que, diz a lenda, foi inventado por Don P\u00e9rignon.<\/p>\n<p>Obrigat\u00f3rio em Champagne, o Champenoise foi amplamente replicado com diferentes nomes, como Tradicional, Cl\u00e1ssico e, exclusivamente na \u00c1frica do Sul, Cap Classique.<\/p>\n<p>Nesse m\u00e9todo, primeiro o mosto \u00e9 fermentado para que se transforme em vinho. A seguir, a bebida passa por uma segunda fermenta\u00e7\u00e3o em garrafa, momento em que s\u00e3o criadas as borbulhas.<\/p>\n<p>Essa etapa pode durar de dois a tr\u00eas a meses. Acontece ent\u00e3o a remuage, em que as garrafas ficam de ponta-cabe\u00e7a por at\u00e9 dois meses, a fim de que os res\u00edduos se depositem no gargalo. Nessa fase, a garrafa ainda est\u00e1 com uma tampa de metal.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, vem o d\u00e9gorgement, em que o gargalo \u00e9 congelado, a tampa retirada e as borras expelidas pela pr\u00f3pria press\u00e3o. A garrafa, \u00e0 decis\u00e3o do en\u00f3logo, recebe ou n\u00e3o o licor de expedi\u00e7\u00e3o e \u00e9 ent\u00e3o fechada com a rolha.<\/p>\n<p>Outro m\u00e9todo comum \u00e9 o Charmat, que \u00e9, de modo geral, uma simplifica\u00e7\u00e3o do Cl\u00e1ssico. Aqui, a segunda fermenta\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em tanques que suportam alta press\u00e3o e o vinho \u00e9 filtrado ao sair dos tanques para as garrafas.<\/p>\n<p>No Charmat, o processo \u00e9 muito mais r\u00e1pido, pois \u00e9 automatizado e n\u00e3o passa pelas etapas de remuage e d\u00e9gorgement. Vale citar ainda outro m\u00e9todo bastante espec\u00edfico: o Asti, utilizado na produ\u00e7\u00e3o de espumantes doces na It\u00e1lia \u2013 na D.O.C.G. de mesmo nome \u2013, que consiste em uma s\u00f3 fermenta\u00e7\u00e3o em tanques capazes de suportar alta press\u00e3o, interrompida quando a gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica atinge cerca de 7%.<\/p>\n<p>E o que muda de um m\u00e9todo para o outro quando pensamos no que importa: o espumante na ta\u00e7a? No m\u00e9todo tradicional, a bebida passa por um processo mais artesanal e minucioso que pode durar meses, gerando vinhos mais complexos com sabores marcantes e aromas pronunciados.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Charmat, a elabora\u00e7\u00e3o leva dias, o que reduz ainda o custo de produ\u00e7\u00e3o e, claro, o valor final da garrafa. Mas nem por isso s\u00e3o vinhos inferiores. No geral, o Charmat resulta em espumantes mais leves. A\u00ed, como sempre, \u00e9 quest\u00e3o de gosto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a os m\u00e9todos mais comuns de produ\u00e7\u00e3o desse delicioso estilo de vinho.<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":20089,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[2185,2190,2389,3954],"class_list":["post-20088","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sommelier-wine","tag-champenoise","tag-charmat","tag-espumantes","tag-metodos-de-elaboracao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20088","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20088"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20088\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20089"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20088"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20088"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20088"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}