{"id":20230,"date":"2018-12-12T09:00:18","date_gmt":"2018-12-12T11:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/?p=20230"},"modified":"2020-06-09T16:25:00","modified_gmt":"2020-06-09T19:25:00","slug":"espumantes-do-novo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/espumantes-do-novo-mundo\/","title":{"rendered":"Espumantes do Novo Mundo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/sommelier-wine\/o-que-e-champagne\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Champagne<\/strong><\/a>, <a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/sommelier-wine\/espumante-cava\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Cava<\/strong><\/a>, <a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/sommelier-wine\/o-que-e-prosecco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Prosecco<\/strong><\/a>\u2026 Os espumantes mais famosos do planeta t\u00eam em comum a origem, pa\u00edses do Velho Mundo \u2013 neste caso, Fran\u00e7a, Espanha e It\u00e1lia, respectivamente \u2013, sob Denomina\u00e7\u00f5es de Origem ligadas a \u00e1reas geogr\u00e1ficas espec\u00edficas e uma s\u00e9rie de regras.<\/p>\n<p>O resultado formado por esse conjunto de caracter\u00edsticas s\u00e3o marcas muito fortes. Em outras palavras, s\u00f3 de mencionar o nome desses espumantes, \u00e9 poss\u00edvel saber o m\u00e9todo pelo qual foram elaborados, o estilo, a \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o e v\u00e1rias outras particularidades.<\/p>\n<p>J\u00e1 no chamado <strong>Novo Mundo<\/strong> (Am\u00e9ricas, \u00c1frica do Sul, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia, Jap\u00e3o, China e \u00cdndia), as informa\u00e7\u00f5es sobre a produ\u00e7\u00e3o desse tipo de vinho n\u00e3o s\u00e3o encontradas com tanta especificidade \u2013 o que nada tem a ver com a qualidade da bebida.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio: com o aumento da popularidade global do consumo de espumantes \u2013 que deixaram de ser bebidas exclusivas de festividades, para ganhar lugar \u00e0 mesa em harmoniza\u00e7\u00f5es \u2013, esses pa\u00edses se especializaram e v\u00eam surpreendendo positivamente com borbulhas a cada nova safra. Saiba sobre os diferentes estilos de espumantes do Novo Mundo.<\/p>\n<h2>Austr\u00e1lia<\/h2>\n<p>Grande parte do consumo de vinho na Austr\u00e1lia abrange r\u00f3tulos locais \u2013 e cerca de 11% s\u00e3o de espumantes. Diferentemente do que acontece com as Denomina\u00e7\u00f5es de Origem da Europa, na Austr\u00e1lia o produtor \u00e9 livre para escolher qual m\u00e9todo utilizar, assim como as variedades \u2013 Chardonnay e Pinot Noir s\u00e3o as mais empregadas.<\/p>\n<p>As \u00e1reas de alta altitude e com clima frio s\u00e3o as preferidas para o cultivo de uvas destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de espumantes, entre elas Adelaide Hills, King Valley, Macedon, Orange, Yarra Valley, Hunter Valley e Tasm\u00e2nia.<\/p>\n<p>Um dos tesouros da Austr\u00e1lia \u00e9 o espumante tinto, feito com a Shiraz (Syrah), uva emblem\u00e1tica do pa\u00eds. Mas \u00e9 poss\u00edvel encontrar espumantes tintos produzidos com outras variedades, como a Pinot Noir.<\/p>\n<p>Quando foi criado, em 1881, recebeu o nome de Sparkling Burgundy, ou \u201cBorgonha Espumante\u201d, mas com o tempo essa nomenclatura foi proibida pela Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<h2>Nova Zel\u00e2ndia<\/h2>\n<p>Neste pa\u00eds dividido em duas ilhas, a grande maioria dos espumantes resulta do m\u00e9todo Tradicional (tamb\u00e9m chamado de Cl\u00e1ssico ou Champenoise), que proporciona a segunda fermenta\u00e7\u00e3o dentro da pr\u00f3pria garrafa. Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier s\u00e3o as uvas mais utilizadas.<\/p>\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o de espumantes se distribui nas duas ilhas \u2013 a regi\u00e3o de Marlborough, na Ilha Sul, det\u00e9m parte significativa da produ\u00e7\u00e3o, mas Hawke\u2019s Bay e Gisborne, na Ilha Norte, tamb\u00e9m desenvolvem esse tipo de vinho.<\/p>\n<p>Apesar da pequena produ\u00e7\u00e3o, os espumantes da Nova Zel\u00e2ndia s\u00e3o bastante exportados, principalmente para Austr\u00e1lia, Estados Unidos e Inglaterra.<\/p>\n<h2>\u00c1frica do Sul<\/h2>\n<p>Uma das particularidades na elabora\u00e7\u00e3o de espumantes sul-africanos \u00e9 o nome espec\u00edfico para os exemplares preparados pelo m\u00e9todo Tradicional (o mesmo utilizado para produzir o Champagne, que realiza a segunda fermenta\u00e7\u00e3o dentro da pr\u00f3pria garrafa).<\/p>\n<p>Eles s\u00e3o denominados espumantes M\u00e9thode Cap Classique (MCC). O Cap Classique n\u00e3o \u00e9 uma Denomina\u00e7\u00e3o de Origem com regras extremamente rigorosas, como encontramos na Europa, mas os produtores sul-africanos que adotam esse m\u00e9todo empregam voluntariamente alguns padr\u00f5es, como o amadurecimento m\u00ednimo de nove meses sobre as borras, para elevar a qualidade e a tipicidade desse tipo de vinho no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c9 bom salientar que a \u00c1frica do Sul tamb\u00e9m cria espumantes a partir de outros m\u00e9todos, como o Charmat (com segunda fermenta\u00e7\u00e3o realizada em tanques de a\u00e7o inox). Entre as uvas escolhidas est\u00e3o a Chardonnay, Pinot Noir e a Chenin Blanc \u2013 esta \u00faltima a mais cultivada pelos sul-africanos.<\/p>\n<h2>Estados Unidos<\/h2>\n<p>Os Estados Unidos est\u00e3o entre os pa\u00edses que mais tomam espumantes no planeta: \u00e9 o quarto maior consumidor mundial. Acompanhando os n\u00fameros, a produ\u00e7\u00e3o de espumantes nos EUA tamb\u00e9m vem crescendo consideravelmente \u2013 na \u00faltima d\u00e9cada, foi registrado um aumento de volume de 25%.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, algumas casas francesas de Champagne instalaram sedes no Napa Valley, na Calif\u00f3rnia, para elaborar espumantes no terroir local. A Calif\u00f3rnia, ali\u00e1s, \u00e9 a principal regi\u00e3o produtora de espumantes nos Estados Unidos, bem \u00e0 frente de outras \u00e1reas como Oregon e Washington.<\/p>\n<p>Diversas variedades s\u00e3o empregadas, mas as principais s\u00e3o Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Blanc. Embora o pa\u00eds utilize os m\u00e9todos Charmat e Tradicional, na Calif\u00f3rnia este segundo \u00e9 o preferido para produzir tanto brancos quanto ros\u00e9s.<\/p>\n<p>O pa\u00eds elabora tamb\u00e9m os espumantes \u201cblanc de blancs\u201d (brancos feitos com castas brancas) e \u201cblanc de noirs\u201d (brancos criados com variedades tintas). No paladar, variam dos mais secos aos que apresentam do\u00e7ura percept\u00edvel.<\/p>\n<h2>Chile<\/h2>\n<p>Apesar de o Chile focar nos exemplares tranquilos (que n\u00e3o possuem g\u00e1s), o pa\u00eds elabora espumantes h\u00e1 mais de um s\u00e9culo \u2013 \u00e9 um dos tipos de vinho cuja produ\u00e7\u00e3o mais cresce por l\u00e1, em diversas regi\u00f5es vitivin\u00edcolas, mas principalmente nas \u00e1reas centrais e na costa.<\/p>\n<p>A Undurraga, parceira da Wine, \u00e9 a vin\u00edcola que lidera a produ\u00e7\u00e3o chilena de espumantes, tanto em volume quanto em reconhecimento internacional. \u00c9, tamb\u00e9m, pioneira na elabora\u00e7\u00e3o desse tipo de vinho no Chile.<\/p>\n<p>O Valle de Curic\u00f3, Valle del Biob\u00edo, San Antonio, Valle de Casablanca e Valle del Limar\u00ed s\u00e3o os principais produtores chilenos de espumantes \u2013 tanto brancos como ros\u00e9s s\u00e3o feitos no pa\u00eds. O m\u00e9todo mais empregado \u00e9 o Charmat, mas o Tradicional (Cl\u00e1ssico ou Champenoise) tamb\u00e9m \u00e9 aplicado.<\/p>\n<p>Embora as uvas Chardonnay e Pinot Noir sejam as mais populares, Riesling, Sauvignon Blanc e Syrah s\u00e3o igualmente usadas. E apesar de n\u00e3o ser facilmente encontrado, um dos espumantes mais emblem\u00e1ticos do Chile \u00e9 o ros\u00e9 varietal \u00e0 base da uva Pa\u00eds.<\/p>\n<h2>Argentina<\/h2>\n<p>Dominada pela elabora\u00e7\u00e3o de vinhos tintos tranquilos, nos \u00faltimos anos a Argentina vem assistindo a um aumento significativo no volume de produ\u00e7\u00e3o de espumantes. Um dos motivos desse crescimento \u00e9 a demanda interna do pa\u00eds, principalmente entre o p\u00fablico jovem.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de Mendoza, no oeste argentino, det\u00e9m a maior parte da fabrica\u00e7\u00e3o desses vinhos, em especial nas \u00e1reas que ficam mais pr\u00f3ximas da Cordilheira dos Andes. Boa parte dos melhores espumantes argentinos tem origem na regi\u00e3o de Tupungato, \u00e1rea espec\u00edfica em Mendoza.<\/p>\n<p>Outra localidade que tamb\u00e9m d\u00e1 vida a espumantes no pa\u00eds \u00e9 a Patag\u00f4nia, no sul. Aplicando os m\u00e9todos Charmat e Tradicional (Cl\u00e1ssico ou Champenoise), a Argentina desenvolve espumantes brancos e, em menor propor\u00e7\u00e3o, ros\u00e9s e tintos, principalmente com as uvas Chardonnay, Chenin Blanc, Pedro Gimenez, Pinot Noir, Semill\u00f3n e Ugni Blanc. Os argentinos tamb\u00e9m v\u00eam produzindo espumantes Moscatel, com caracter\u00edstica mais adocicada.<\/p>\n<h2>Uruguai<\/h2>\n<p>Com uma das menores produ\u00e7\u00f5es de vinho da Am\u00e9rica do Sul, o Uruguai \u00e9 considerado um pa\u00eds boutique. Apesar do foco ser a elabora\u00e7\u00e3o de tintos com a uva Tannat (emblem\u00e1tica), tamb\u00e9m s\u00e3o lan\u00e7ados espumantes brancos e ros\u00e9s, bastante elogiados.<\/p>\n<p>Uma particularidade na ind\u00fastria de espumantes uruguaios \u00e9 o fato de 99% da produ\u00e7\u00e3o ser criada pelo m\u00e9todo Tradicional (Cl\u00e1ssico ou Champenoise), sendo o restante produzido pelo m\u00e9todo Charmat, quando a segunda fermenta\u00e7\u00e3o ocorre em tanques de a\u00e7o inoxid\u00e1vel.<\/p>\n<p>Chardonnay, Pinot Noir e Viognier s\u00e3o as uvas mais empregadas \u2013 os espumantes varietais desta \u00faltima s\u00e3o um diferencial. S\u00e3o feitos ainda espumantes Moscatel.<\/p>\n<h2>Brasil<\/h2>\n<p>Os vinhos e espumantes brasileiros est\u00e3o ganhando cada vez mais visibilidade mundial \u2013 atualmente, j\u00e1 s\u00e3o encontrados em 29 pa\u00edses. Esse sucesso \u00e9 crescente: se entre 2016 e 2017 foi registrado um aumento de 17,3% no volume de exporta\u00e7\u00f5es, s\u00f3 no primeiro semestre de 2018 esse n\u00famero saltou para 32,8%.<\/p>\n<p>Tal crescimento \u00e9 justificado pela evolu\u00e7\u00e3o da qualidade dos produtos elaborados internamente, que levou alguns r\u00f3tulos a conquistar premia\u00e7\u00f5es relevantes no cen\u00e1rio internacional, caso do Espumante Casa Perini Moscatel, reconhecido em 2017 como o quinto melhor vinho do mundo pela Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos e Destilados.<\/p>\n<p>Um dos principais tipos de vinho elaborado no Brasil, o espumante concentra sua produ\u00e7\u00e3o no Vale do S\u00e3o Francisco (Nordeste), e principalmente na regi\u00e3o Sul, onde existem Indica\u00e7\u00f5es de Proced\u00eancia (I.P.) com regras espec\u00edficas para a elabora\u00e7\u00e3o de espumantes (e de vinhos tranquilos).<\/p>\n<p>Esse conjunto de normas determina as uvas utilizadas na elabora\u00e7\u00e3o dos exemplares e tamb\u00e9m suas porcentagens, al\u00e9m do m\u00e9todo, gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica m\u00ednima, especifica\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, engarrafamento, entre outros. As uvas mais indicadas s\u00e3o a Chardonnay e a Pinot Noir, e, para os famosos Moscatel, mais adocicados, a Moscato. Os espumantes brasileiros podem ser brancos ou ros\u00e9s, criados pelos m\u00e9todos Asti, Charmat e Tradicional (Cl\u00e1ssico ou Champenoise).<\/p>\n<p>Um dado que precisa ser ressaltado \u00e9 que o Brasil est\u00e1 prestes a receber a concess\u00e3o de uma Denomina\u00e7\u00e3o de Origem espec\u00edfica para espumantes, a D.O. Pinto Bandeira, na Serra Ga\u00facha. De acordo com as regras estabelecidas, os exemplares que integrarem essa D.O. dever\u00e3o ser elaborados pelo m\u00e9todo Tradicional, apenas com uvas autorizadas (Chardonnay, Pinot Noir e Riesling).<\/p>\n<p>O Sul brasileiro j\u00e1 conta com a D.O. Vale dos Vinhedos que, al\u00e9m dos espumantes, engloba tamb\u00e9m os vinhos tranquilos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba mais sobre os deliciosos espumantes do Novo Mundo que t\u00eam conquistado cada vez mais paladares ao redor do planeta. <\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":20231,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[2000,2036,2059,2110,2199,2678,2687,2688],"class_list":["post-20230","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sommelier-wine","tag-africa-do-sul","tag-argentina","tag-australia","tag-brasil","tag-chile","tag-estados-unidos","tag-nova-zelandia","tag-novo-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20230"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20230\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}