{"id":20442,"date":"2019-03-27T09:00:50","date_gmt":"2019-03-27T12:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/?p=20442"},"modified":"2020-06-09T16:23:36","modified_gmt":"2020-06-09T19:23:36","slug":"a-producao-de-espumantes-no-velho-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/a-producao-de-espumantes-no-velho-mundo\/","title":{"rendered":"A produ\u00e7\u00e3o de espumantes no Velho Mundo"},"content":{"rendered":"<p>Como chamamos os espumantes norte-americanos? De <strong>espumantes<\/strong> [sparkling wines]. E os chilenos? Tamb\u00e9m de espumantes [espumosos]. E os brasileiros? Bem, da mesma forma. Independentemente da incr\u00edvel variedade de caracter\u00edsticas que cada terroir oferece, quando o assunto trata de <a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/sommelier-wine\/espumantes-do-novo-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">espumantes do <strong>Novo Mundo<\/strong><\/a>, a designa\u00e7\u00e3o desse vinho deliciosamente borbulhante \u00e9 sempre a mesma.<\/p>\n<p>Mas e quando o tema \u00e9 <strong>Velho Mundo<\/strong>? A\u00ed a coisa muda de figura e voc\u00ea precisa se preparar, porque muitos nomes pr\u00f3prios v\u00eam a\u00ed. Do mais famoso, o franc\u00eas Champagne, ao espanhol Cava e o italiano Asti.<\/p>\n<p>E a diferen\u00e7a na forma como s\u00e3o chamados \u00e9 apenas o come\u00e7o: a elabora\u00e7\u00e3o de cada um deles obedece a um determinado conjunto de regras. N\u00e3o que os espumantes do Velho Mundo sejam superiores aos do Novo Mundo \u2013 ambos t\u00eam caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, que se traduzem em resultados surpreendentes na ta\u00e7a. Mas vamos dizer, simpaticamente, que receber nome pr\u00f3prio \u00e9 um privil\u00e9gio dos veteranos.<\/p>\n<p>Saiba mais a seguir.<\/p>\n<h2>FRAN\u00c7A<\/h2>\n<h3>Champagne<\/h3>\n<p>O espumante mais famoso do mundo est\u00e1 ligado a uma localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica espec\u00edfica, Champagne, regi\u00e3o vin\u00edcola mais ao norte na Fran\u00e7a. Entre as regras de produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 o m\u00e9todo Champenoise, tamb\u00e9m chamado de Tradicional ou Cl\u00e1ssico, que se diferencia por realizar a segunda fermenta\u00e7\u00e3o dentro da pr\u00f3pria garrafa, e n\u00e3o em tanques.<\/p>\n<p>Outra regra \u00e9 o per\u00edodo m\u00ednimo de amadurecimento sobre as borras, sendo de 15 meses para os exemplares n\u00e3o safrados (elaborados com uvas colhidas em anos diferentes) e tr\u00eas anos para o Champagne vintage (safrado).<\/p>\n<p>A D.O. permite apenas a utiliza\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/sommelier-wine\/serie-uvas-chardonnay\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Chardonnay<\/strong><\/a>, <a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/sommelier-wine\/pinot-noir\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Pinot Noir<\/strong><\/a>, Meunier, Pinot Blanc, Pinot Gris, Arbane e Petit Meslier, sendo as tr\u00eas primeiras as mais utilizadas. Quando apenas uvas brancas entram na elabora\u00e7\u00e3o, o Champagne \u00e9 especificado como \u201cblanc de blancs\u201d, ou seja, espumante branco feito com uvas brancas. E se forem utilizadas uvas tintas, s\u00e3o chamados de \u201cblanc de noirs\u201d, ou seja, espumante branco feito com uvas tintas.<\/p>\n<p>Os Champagnes mais nobres s\u00e3o provenientes de parcelas de vinhedos espec\u00edficas ou de \u00e1reas com terroir excepcional, conhecidas como \u201ccru\u201d. Os safrados, elaborados apenas a partir de excelentes safras, que trazem o ano da colheita impresso no r\u00f3tulo.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/sommelier-wine\/cremant\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cr\u00e9mant<\/a><\/h3>\n<p>Em franc\u00eas, &#8220;cr\u00e9mant&#8221; significa &#8220;cremoso&#8221;. \u00c9 o termo oficial utilizado na Fran\u00e7a para designar vinhos espumantes finos, elaborados fora da regi\u00e3o da Champagne pelo m\u00e9todo tradicional (com segunda fermenta\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria garrafa).<\/p>\n<p>Conta-se que ao visitar Limoux, no Languedoc, o rei Lu\u00eds XIV provou o Cr\u00e9mant e, encantado com a personalidade do vinho gasoso, seco e forte, pediu aos produtores da Champagne para elaborar uma bebida com caracter\u00edsticas semelhantes. E assim teria nascido o hoje aclamado Champagne.<\/p>\n<p>Ao todo, o Cr\u00e9mant abrange uma D.O. em Luxemburgo e oito na Fran\u00e7a: Cr\u00e9mant de Loire, Cr\u00e9mant de Bordeaux, Cr\u00e9mant d\u2019Alsace, Cr\u00e9mant de Bourgogne, Cr\u00e9mant du Jura, Cr\u00e9mant de Savoie, Cr\u00e9mant de Die e Cr\u00e9mant de Limoux. Algumas regi\u00f5es permitem apenas a produ\u00e7\u00e3o de brancos, outras autorizam tamb\u00e9m os ros\u00e9s. E cada uma das D.O.s de Cr\u00e9mant possui uma s\u00e9rie de regras espec\u00edficas e rigorosas.<\/p>\n<p>Por exemplo, quanto ao tipo de vinifica\u00e7\u00e3o e de colheita, tempo de amadurecimento em garrafa sobre as borras, gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica m\u00ednima, rendimento das vinhas, forma de transportar as uvas at\u00e9 a adega, entre outros. As uvas utilizadas tamb\u00e9m s\u00e3o espec\u00edficas. Normalmente, entram na elabora\u00e7\u00e3o as variedades locais. Em outras palavras, na Als\u00e1cia s\u00e3o utilizadas a Pinot Noir e a Auxerrois; no Loire, a Chenin Blanc, e, na Saboia, Jacqu\u00e8re e Altesse.<\/p>\n<h3>Espumantes Saumur e Vouvray, Val de Loire<\/h3>\n<p>Assim como acontece com as outras D.O.s de espumantes, Saumur e Vouvray tamb\u00e9m possuem regras relacionadas ao cultivo das uvas, vinifica\u00e7\u00e3o, rendimento das vinhas, tipo de garrafa, gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica m\u00ednima, entre outras condi\u00e7\u00f5es. Ambas contam com o trabalho de produtores muito competentes, que v\u00eam obtendo resultados excepcionais com os espumantes.<\/p>\n<h4>\u25cf Saumur<\/h4>\n<p>De leve a intensamente espumante, o Saumur s\u00f3 pode ser produzido na D.O. hom\u00f4nima \u2013 a mais importante do Val de Loire. \u00c9 permitida a elabora\u00e7\u00e3o de espumantes brancos e ros\u00e9s, sempre por meio do m\u00e9todo tradicional. O amadurecimento m\u00ednimo exigido \u00e9 de nove meses e as variedades permitidas s\u00e3o Chenin Blanc (principal), Chardonnay, Sauvignon Blanc, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Pineau d\u2019Aunis, Pinot Noir, Grolleau Gris e Grolleau.<\/p>\n<h4>\u25cf Vouvray<\/h4>\n<p>Esta denomina\u00e7\u00e3o elabora somente espumantes brancos e pelo m\u00e9todo tradicional. A \u00fanica variedade permitida \u00e9 a Chenin Blanc, embora no blend seja autorizada a adi\u00e7\u00e3o de m\u00ednima quantidade de Arbois, sempre cultivada em Vouvray. O estilo lembra o do Saumur Brut.<\/p>\n<h2>ESPANHA<\/h2>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/sommelier-wine\/espumante-cava\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cava<\/a><\/h3>\n<p>Cava \u00e9 o nome de uma Denomina\u00e7\u00e3o de Origem na Espanha, que envolve as prov\u00edncias de Alava, Badajoz, Barcelona, Girona, La Rioja, Lleida, Navarra, Tarragona, Valencia e Zaragoza. Dentro de cada prov\u00edncia existem \u00e1reas espec\u00edficas delimitadas pela denomina\u00e7\u00e3o. Um leg\u00edtimo Cava s\u00f3 pode ser elaborado pelo m\u00e9todo tradicional.<\/p>\n<p>O conselho regulador da D.O. Cava permite produzir espumantes brancos e ros\u00e9s, e, entre as uvas permitidas para a sua elabora\u00e7\u00e3o, est\u00e3o as brancas Macabeo (tamb\u00e9m chamada de Viura), Xarel.lo, Parellada, Subirat Pai (igualmente conhecida como Malvasia) e Chardonnay.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre as tintas autorizadas est\u00e3o Garnacha Tinta, Monastrell, Pinot Noir e Trepat. Apesar da permiss\u00e3o para a utiliza\u00e7\u00e3o de todas essas variedades, o assemblage cl\u00e1ssico do Cava une as brancas Macabeo, Xarel.lo e Parellada. A uva tinta Trepat, por sua vez, s\u00f3 pode ser utilizada na elabora\u00e7\u00e3o do Cava ros\u00e9.<\/p>\n<p>Dentro da D.O. Cava encontram-se diferentes categorias para esse espumante, determinadas por regras que definem principalmente o tempo m\u00ednimo de amadurecimento. Um Cava tradicional deve estagiar em carvalho por, no m\u00ednimo, nove meses.<\/p>\n<p>J\u00e1 um Cava rotulado como Reserva deve amadurecer pelo menos por 15 meses. E um Gran Reserva por, no m\u00ednimo, 30 meses. Existe tamb\u00e9m a categoria Cava de Paraje, a mais alta entre os Cavas, que exige pelo menos 36 meses de amadurecimento.<\/p>\n<h2>IT\u00c1LIA<\/h2>\n<h3>Asti<\/h3>\n<p>Localizada no Piemonte, Asti \u00e9 uma Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Controlada e Garantida (D.O.C.G.), a mais alta classifica\u00e7\u00e3o de vinhos da It\u00e1lia. Nesta denomina\u00e7\u00e3o, que tem a Moscato Bianco como a \u00fanica uva autorizada, \u00e9 produzido um espumante branco e arom\u00e1tico, com baixa gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica e paladar naturalmente adocicado.<\/p>\n<p>O espumante elaborado pelo m\u00e9todo Asti \u00e9 submetido a uma \u00fanica fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica que n\u00e3o se completa \u2013 quando o produto, em fermenta\u00e7\u00e3o, atinge o m\u00ednimo de 7% de \u00e1lcool, o processo \u00e9 interrompido. Isso faz sobrar a\u00e7\u00facar, ocasionando uma baixa porcentagem de \u00e1lcool, se comparado a outros espumantes. Por isso, os Asti s\u00e3o doces no paladar. Em outras palavras, o que torna o sabor do Asti doce \u00e9 o m\u00e9todo, e n\u00e3o a uva utilizada.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel encontrar espumantes produzidos com o m\u00e9todo Charmat e Tradicional, que devem ter um amadurecimento m\u00ednimo de nove meses sobre as borras. Tanto os espumantes, quanto os vinhos brancos tranquilos e os de colheita tardia s\u00e3o elaborados com a uva Moscato Bianco e apresentam dul\u00e7or no paladar<\/p>\n<p>O m\u00e9todo Asti surgiu na It\u00e1lia, mas pode ser utilizado em todo o mundo. Por\u00e9m, com a oficializa\u00e7\u00e3o de sua Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Controlada e Garantida, os espumantes elaborados fora dessa \u00e1rea n\u00e3o podem ser chamados de \u201cAsti\u201d. No Brasil, o exemplar produzido por esse m\u00e9todo \u00e9 chamado de \u201cespumante Moscatel.\u201d<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/sommelier-wine\/o-que-e-prosecco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Prosecco<\/a><\/h3>\n<p>Situada no nordeste da It\u00e1lia, a \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o do Prosecco abrange cinco prov\u00edncias do V\u00eaneto \u2013 Treviso, Veneza, Vicenza, P\u00e1dua, Belluno \u2013 e quatro de Friuli Venezia Giulia \u2013 Gorizia, Pordenone, Trieste e Udine. Inseridas na prov\u00edncia de Treviso, tamb\u00e9m no V\u00eaneto, existem outras denomina\u00e7\u00f5es ainda mais espec\u00edficas, localizadas entre as regi\u00f5es de Conegliano at\u00e9 Valdobbiadene.<\/p>\n<p>Essa \u00e1rea, considerada o cora\u00e7\u00e3o do Prosecco, abrange 15 munic\u00edpios. Elaborado pelo m\u00e9todo Charmat, que consiste na segunda fermenta\u00e7\u00e3o realizada em tanques, o Prosecco pode ter contato com as borras (sur lie).<\/p>\n<p>Rendimento por hectare, gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica m\u00ednima e especifica\u00e7\u00f5es de cultivo e de vinifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o algumas das normas exigidas pela D.O.. Entre elas tamb\u00e9m est\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o de quais variedades s\u00e3o permitidas na produ\u00e7\u00e3o e suas porcentagens.<\/p>\n<p>O Prosecco s\u00f3 pode ser branco, contendo, no m\u00ednimo, 85% de uvas Glera em sua composi\u00e7\u00e3o. A composi\u00e7\u00e3o pode ser completa com variedades como Verdiso, Bianchetta Trevigiana, Perera, Glera Lunga, Chardonnay, Pinot Bianco, Pinot Grigio e Pinot Nero (Pinot Noir).<\/p>\n<p>Sobre a uva Glera, \u00e9 interessante destacar que era tradicionalmente chamada de Prosecco. Trata-se de uma variedade branca origin\u00e1ria do Nordeste italiano e cultivada em v\u00e1rias regi\u00f5es vitivin\u00edcolas no mundo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a dissemina\u00e7\u00e3o dessa uva, os produtores italianos deram in\u00edcio a uma luta para resgatar a personalidade e as ra\u00edzes da variedade e do espumante. Assim, com a oficializa\u00e7\u00e3o da denomina\u00e7\u00e3o, o nome Prosecco passou a se referir apenas \u00e0 regi\u00e3o, e a uva passou a ser chamada de Glera.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do espumante Prosecco, a legisla\u00e7\u00e3o permite produzir Prosecco Frisante e Prosecco Tranquilo (sem presen\u00e7a de g\u00e1s), por\u00e9m, com especifica\u00e7\u00f5es de elabora\u00e7\u00e3o diferentes das do espumante.<\/p>\n<h3>Lambrusco<\/h3>\n<p>Proveniente da Emilia-Romagna, no norte da It\u00e1lia, o Lambrusco frisante pode ser branco, ros\u00e9 ou tinto, produzido tanto com uvas brancas quanto com tintas, sendo a Lambrusco o grande destaque.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de dar nome a uma fam\u00edlia de uvas, que possui 13 subvariedades j\u00e1 identificadas, Lambrusco tamb\u00e9m nomeia Denomina\u00e7\u00f5es de Origem Controladas (D.O.C.). Com regras mais flex\u00edveis, que proporcionam maior liberdade ao produtor, existem as I.G.P. Lambrusco, em Emilia-Romagna e na Lombardia.<\/p>\n<p>A maioria dessas denomina\u00e7\u00f5es exige um m\u00ednimo de 85% da uva Lambrusco na composi\u00e7\u00e3o dos vinhos. Para os 15% restantes, s\u00e3o permitidas outras variedades. J\u00e1 a gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica m\u00ednima varia de 10,5% a 11%, tamb\u00e9m dependendo da denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A maioria dos exemplares dispon\u00edveis no mercado apresenta paladar adocicado, mas o tradicional Lambrusco \u00e9 seco, com acidez destacada. E apesar de ser conhecido amplamente como frisante, algumas denomina\u00e7\u00f5es de Lambrusco permitem a produ\u00e7\u00e3o de espumantes, elaborados com o m\u00e9todo Charmat ou Tradicional.<\/p>\n<h3>Franciacorta<\/h3>\n<p>Ainda pouco conhecido no Brasil, o italiano Franciacorta, produzido na prov\u00edncia de Brescia, na Lombardia, \u00e9 um espumante elaborado pelo m\u00e9todo tradicional. Uma das exig\u00eancias dessa D.O. \u00e9 o amadurecimento m\u00ednimo de 18 meses sobre as borras finas.<\/p>\n<p>Podendo ser branco ou ros\u00e9, o Franciacorta s\u00f3 pode ser elaborado com as uvas Chardonnay, Pinot Nero, Pinot Bianco e Erbamat. Al\u00e9m do tradicional Franciacorta, existem outras categorias como: Franciacorta Sat\u00e8n, Franciacorta Ros\u00e9, Franciacorta Millesimato (produzido apenas em safras excepcionais e comercializado 37 meses ap\u00f3s a colheita) e o Franciacorta Riserva, que s\u00f3 pode ser vendido 67 meses ap\u00f3s a colheita.<\/p>\n<h2>ALEMANHA<\/h2>\n<h3>Sekt<\/h3>\n<p>Produzido pelo m\u00e9todo Tradicional, o Sekt \u00e9 o espumante mais emblem\u00e1tico da Alemanha, pa\u00eds que, curiosamente, \u00e9 o maior consumidor de espumantes do mundo. Seu amadurecimento \u00e9 feito sobre as borras finas, por pelo menos nove meses. Outra particularidade: as uvas para elabor\u00e1-lo devem ser colhidas manualmente e cultivadas nas \u00e1reas especificadas pela VDP (Verband Deutscher Pr\u00e4dikats), o mesmo que Denomina\u00e7\u00e3o de Origem.<\/p>\n<p>Entre as variedades autorizadas est\u00e3o a Riesling e a Pinot Noir. Outras uvas tamb\u00e9m s\u00e3o permitidas, a maioria nativa do pa\u00eds. O Sekt possui algumas classifica\u00e7\u00f5es de acordo com as variedades utilizadas: o Deutscher Sekt bA \u00e9 o espumante feito com uvas cultivadas apenas em uma das 13 regi\u00f5es vitivin\u00edcolas da Alemanha. J\u00e1 o Deutscher Sekt \u00e9 o espumante feito apenas com uvas nativas daquele pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Champagne ao Prosecco, as curiosidades sobre a produ\u00e7\u00e3o de espumantes no Velho Mundo. <\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":20443,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[2340,110,2690],"class_list":["post-20442","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sommelier-wine","tag-champagne","tag-espumante","tag-velho-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20442"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20442\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20443"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}