{"id":23478,"date":"2020-08-18T16:32:53","date_gmt":"2020-08-18T19:32:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/?p=23478"},"modified":"2020-08-18T16:32:55","modified_gmt":"2020-08-18T19:32:55","slug":"vinho-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/vinho-no-brasil\/","title":{"rendered":"Vinho no Brasil: nossa hist\u00f3ria com a bebida"},"content":{"rendered":"\n<p>O vinho \u00e9 oficialmente a bebida alc\u00f3olica que esteve mais presente na hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o foi a gente que disse, viu?<\/p>\n\n\n\n<p>Basta olhar pra tr\u00e1s. Na B\u00edblia? Tem vinho. Nas obras de arte seculares? Tem vinho. Festas do Imp\u00e9rio Romano? Tem vinho. Mitologia grega? Vinho tamb\u00e9m. N\u00e3o \u00e9 a toa que s\u00e9ries e filmes que retratam \u00e9pocas passadas ilustram tanto o consumo da bebida. Os f\u00e3s de Game of Thrones ir\u00e3o concordar que Tyrion Lannister de nada seria se n\u00e3o estivesse sempre acompanhado do seu cantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, de volta ao Brasil. <\/p>\n\n\n\n<p>Como surgiu a cultura vin\u00edcola em terras tupiniquins?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como a hist\u00f3ria do nosso pa\u00eds, a do vinho est\u00e1 diretamente relacionada com a nossa coloniza\u00e7\u00e3o. E adivinha s\u00f3: quem nos apresentou a ele foram os portugueses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1500 | O primeiro contato<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Isso porque Portugal, gra\u00e7as a seu clima temperado e favor\u00e1vel ao cultivo de uvas aprendeu a cultura muito cedo. Relatos datam 2.000 a.C!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, em 1500, \u00e9 claro que as caravelas que chegaram por aqui estariam cheias da bebida. Dizem que eles trouxeram 65 mil litros &#8211; que eram usados para a h\u00f3stia, para cozinhar, higienizar alimentos e, por fim, para consumo da tripula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em terras brasileiras, dividiram seu vinho com os \u00edndios. A longa viagem tinha alterado a qualidade da bebida e n\u00e3o agradou nossos nativos, que acabaram apresentando aos portugueses o Cauim, bebida fermentada de mandioca que pode ser considerada uma das primeiras aguardentes feita por n\u00f3s brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1532 | Br\u00e1s cubas, o primeiro produtor<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Mas, a produ\u00e7\u00e3o de vinho no Brasil n\u00e3o foi imediata e s\u00f3 teve in\u00edcio com a&nbsp; chegada de Br\u00e1s Cubas, um portugu\u00eas que veio para o Brasil na expedi\u00e7\u00e3o de Martim Afonso de Sousa. Foi Br\u00e1s Cubas que fundou a vila de Santos e logo mandou plantar mudas de videiras trazidas de Portugal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O clima tropical n\u00e3o favoreceu e a tentativa foi um fracasso, mas ele n\u00e3o desistiu. Foi mudando de regi\u00e3o at\u00e9 que pr\u00f3ximo a Cubat\u00e3o conseguiu que sua planta\u00e7\u00e3o vingasse para que fosse poss\u00edvel fazer vinho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O vinho produzido aqui n\u00e3o era nada parecido com o que estavam acostumados, por\u00e9m, todo conhecimento dos \u00edndios em fazer bebidas fermentadas e na planta\u00e7\u00e3o de frutas nativas tornou o processo diferente e enriquecedor para a qualidade da bebida at\u00e9 ent\u00e3o tipicamente portuguesa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1785 | Dom\u00ednio econ\u00f4mico de Portugal barra nossa produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de vinho do Brasil col\u00f4nia acabou se saindo t\u00e3o bem que j\u00e1 at\u00e9 export\u00e1vamos para Inglaterra &#8211; o que n\u00e3o agradava nada os portugueses. Por isso, em 1785, a rainha Dona Maria I proibiu atividade manufatureira nas col\u00f4nias para que Portugal reouvesse seu dom\u00ednio econ\u00f4mico. Assim, embora pudesse continuar cultivando uvas, o Brasil n\u00e3o podia mais transform\u00e1-las em vinho.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 melhorou com a chegada de Dom Jo\u00e3o VI e seu batalh\u00e3o, que aumentou a demanda pela bebida e for\u00e7ou os portugueses a liberar a produ\u00e7\u00e3o de vinho no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1901 | Chegam os italianos&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Brasil, j\u00e1 independente, come\u00e7a a receber um fluxo de imigrantes vindo das guerras, principalmente pr\u00f3ximo \u00e0 Serra Ga\u00facha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dessas fam\u00edlias eram italianas e trouxeram consigo a cultura do vinho, enraizada no territ\u00f3rio italiano desde a \u00e9poca do Imp\u00e9rio Romano, e inclusive fundando boa parte das vin\u00edcolas nacionais que funcionam at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1920 | Aperfei\u00e7oando a cultura<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o da cultura vin\u00edcola no Sul do pa\u00eds foi muito r\u00e1pido e, a partir de 1920, o produtor, agora com mais experi\u00eancia de campo, passou a caminhar na busca de maior qualidade para os seus vinhos e foi a\u00ed que come\u00e7aram a fazer escola.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00e9poca, eram primeiro envasados em pipas de 400 litros, de madeira de gr\u00e1pia, e depois comercializados a granel nos grandes centros, como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1970 | A chegada das multinacionais&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Ainda que uma bebida conhecida por boa parte dos brasileiros, o vinho n\u00e3o era muito popular entre a maior parte de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que nos anos 70, os produtores passaram a investir em r\u00f3tulos mais bonitos e com nomes diferenciados &#8211; simples, mas eficaz. Com isso, houve um aumento no consumo de vinho no pa\u00eds, seguindo a tend\u00eancia global.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma \u00e9poca, o Brasil passou a chamar a aten\u00e7\u00e3o de grandes multinacionais do vinho \u2014 como Almad\u00e9n, Chandon e Martini &amp; Rossi \u2014&nbsp; v\u00e1rias delas se estabeleceram por aqui, tanto inaugurando suas pr\u00f3prias planta\u00e7\u00f5es quanto comprando aquelas de pequenos produtores locais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1990 aos dias de hoje | Aumento no consumo de vinho<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Mais do que um aumento na produ\u00e7\u00e3o e enriquecimento da qualidade do nosso vinho, o que vemos hoje \u00e9 a mudan\u00e7a na maneira que se consome a bebida aqui no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais bares focados no consumo, clubes especializados, mais r\u00f3tulos nos supermercados &#8211; inclusive a pre\u00e7os mais acess\u00edveis &#8211; e a garrafa de vinho mais presente na mesa do brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que com um consumo abaixo de pa\u00edses da Europa, temos bebido mais. Atualmente, 7% dos brasileiros dizem consumir vinho praticamente todos os dias &#8211; e vale lembrar que os benef\u00edcios da ta\u00e7a di\u00e1ria j\u00e1 foram comprovados!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E voc\u00ea, j\u00e1 tomou a sua hoje?<\/p>\n\n\n\n<p>Confira ent\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/dicas\/7-vinhos-brasileiros-que-voce-precisa-provar\/\">7 vinhos brasileiros que voc\u00ea precisa provar<\/a>!<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma linha do tempo do s\u00e9culo XVI at\u00e9 os dias de hoje<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":23558,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-23478","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23478\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23558"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}