{"id":7312,"date":"2018-04-04T09:00:00","date_gmt":"2018-04-04T12:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sommelierwine.com.br\/?p=7312"},"modified":"2020-06-09T16:11:43","modified_gmt":"2020-06-09T19:11:43","slug":"velho-e-novo-mundo-do-vinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/velho-e-novo-mundo-do-vinho\/","title":{"rendered":"Velho Mundo e Novo Mundo do vinho"},"content":{"rendered":"<p>O mundo do vinho possui uma infinidade de r\u00f3tulos, uvas, m\u00e9todos de elabora\u00e7\u00e3o e regi\u00f5es ao redor do mundo e o mesmo acontece com seus\u00a0 termos , nomenclaturas e conceitos.<\/p>\n<p>Os termos <strong>Velho Mundo<\/strong> e <strong>Novo Mundo<\/strong> s\u00e3o muito, muito, antigos, mas passaram a ser usuais no \u00faltimo quarto do s\u00e9culo XX, quando a representa\u00e7\u00e3o do Novo Mundo no mercado de vinhos passou de 3 para 23%.<\/p>\n<p>Por mais que Velho Mundo e Novo Mundo sejam termos capazes de gerar muitas d\u00favidas, seus significados s\u00e3o relativamente simples e podemos dividi-los em \u2018termo\u2019 e \u2018estilo\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Velho Mundo<\/h2>\n<h3>Termo<\/h3>\n<p>\u00c1rea geogr\u00e1fica produtora de vinhos que compreende a Europa, alguns pa\u00edses da \u00c1sia Ocidental e o norte da \u00c1frica. L\u00e1 originou-se a esp\u00e9cie respons\u00e1vel por todas as variedades aptas a produzir vinho fino, de qualidade, a <em>Vitis vin\u00edfera<\/em>, o que explica a enorme disponibilidade de tipos de uvas diferentes nessas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Os produtores desses locais entenderam rapidamente que a personalidade da bebida nasce n\u00e3o s\u00f3 da videira que a origina, mas tamb\u00e9m das caracter\u00edsticas de solo e clima de onde ela \u00e9 cultivada, al\u00e9m das t\u00e9cnicas utilizadas em sua elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Estilo<\/h3>\n<p>Essa combina\u00e7\u00e3o de fatores gerou um n\u00famero tal de varia\u00e7\u00f5es que \u00e9 praticamente imposs\u00edvel falar em um \u201cestilo gen\u00e9rico\u201d de vinho do Velho Mundo, e nasceu o que conhecemos por tipicidade. Por isso, ao optarmos por eles, pedimos por um \u201cBordeaux\u201d, um \u201cBorgonha\u201d, um \u201cChianti\u201d ou um \u201cRioja\u201d, por exemplo. Os longos anos de tradi\u00e7\u00e3o produtiva e o reconhecimento internacional colocaram o Velho Mundo na lideran\u00e7a desse mercado.<\/p>\n<h2><strong>Novo Mundo<\/strong><\/h2>\n<h3>Termo<\/h3>\n<p>A partir das grandes navega\u00e7\u00f5es e coloniza\u00e7\u00f5es europeias, a <em>Vitis Vin\u00edfera<\/em> e o vinho fino chegaram com for\u00e7a m\u00e1xima ao chamado Novo Mundo, \u00e1rea geogr\u00e1fica que engloba, al\u00e9m das Am\u00e9ricas, pa\u00edses como Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, os produtores destas regi\u00f5es, para garantir uma fatia do mercado, procuraram se diferenciar do tradicionalismo do Velho Mundo.<\/p>\n<p>Embasados por pesquisas, descobriram que uma grande maioria dos consumidores tinham dificuldade em compreender as informa\u00e7\u00f5es estampadas nas garrafas, al\u00e9m de n\u00e3o terem paci\u00eancia para esperar alguns anos para consumir os vinhos europeus, que necessitavam de certo tempo de guarda para atingirem seu melhor momento.<\/p>\n<p>Passaram a destacar, ent\u00e3o, o nome da uva no r\u00f3tulo e tamb\u00e9m utilizaram t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o modernas para criar vinhos que sa\u00edssem das vin\u00edcolas prontos para o consumo.<\/p>\n<h3>Estilo<\/h3>\n<p>Seus exemplares seriam mais f\u00e1ceis de beber, acess\u00edveis, com exuber\u00e2ncia de aromas frutados e notas de carvalho (oriundos ou n\u00e3o das barricas), macios ao paladar, muitas vezes encorpados, com alta concentra\u00e7\u00e3o de cor (para os tintos).<\/p>\n<p>Por boa parte deles ser produzido em regi\u00f5es quentes, teriam menor acidez, uma caracter\u00edstica que agradaria ao paladar de muitos consumidores. Surgia, assim, o estilo Novo Mundo.<\/p>\n<p>Em contrapartida ao padr\u00e3o moderno de sabores e apar\u00eancias \u00e9 comum encontrarmos vinhos do Velho Mundo completamente opostos. Por vezes, suas cores s\u00e3o menos concentradas, o corpo mais leve e os aromas mais delicados remetendo a frutas frescas, floral e nem sempre com notas de carvalho.<\/p>\n<p>Em outras, ser\u00e3o mais \u00e1cidos e de taninos percept\u00edveis, principalmente, quando originados em regi\u00f5es mais frias ou por uvas que acentuam essas caracter\u00edsticas como as italianas <strong>Barbera<\/strong> e <a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/serie-uvas-sangiovese\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Sangiovese<\/strong><\/a> ou a francesa <a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/serie-uvas-gamay\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Gamay<\/strong><\/a>. A italiana <a href=\"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/serie-uvas-nebbiolo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Nebbiolo<\/strong><\/a>, por exemplo, gera vinhos de alta acidez e taninos marcantes, e d\u00e1 vida aos Barolos.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 um pouco do que nos reserva em uma viagem por esses dois mundos. Uma profus\u00e3o de regi\u00f5es, uvas e estilos. Um prato cheio para os en\u00f3filos que gostam de novas experi\u00eancias. Segundo o dito franc\u00eas, \u201cvive la diff\u00e9rence\u201d. Quem sabe n\u00e3o seja essa a grande divers\u00e3o proporcionada por essa bebida!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual a diferen\u00e7a entre esses dois mundos? Por que se repetem tanto nas literaturas sobre vinhos? E afinal, o que significam? Descubra agora. <\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":19507,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[2312,2688,2690],"class_list":["post-7312","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades","tag-mundo-do-vinho","tag-novo-mundo","tag-velho-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7312"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7312\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wine.com.br\/winepedia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}