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Malbec e Cabernet Sauvignon: encontro de gigantes

16 agosto 2018
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Saiba mais sobre a Malbec e a Cabernet Sauvignon, variedades francesas importantes do universo das tintas e que agradam paladares do mundo todo.

Quando falamos de vinho tinto, não tem para ninguém: a Cabernet Sauvignon reina com louvor – não à toa é conhecida como rainha das tintas.

Segundo o último relatório da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho), divulgado em 2017, essa variedade ocupa o primeiro lugar entre as uvas destinadas à produção de vinho – é cultivada em 341 mil hectares de terras, o que representa cerca de 5% do total da área mundial de vinhas.

Originária de Bordeaux (França), a Cabernet Sauvignon nasceu do cruzamento das variedades Cabernet Franc e Sauvignon Blanc e seu sucesso se deve, basicamente, a dois fatores: sua adaptação fácil a diferentes terroirs, que a levou a ser cultivada em todo o mundo, e sua versatilidade, já que dá origem a diversos tipos de vinho – dos mais leves aos mais encorpados –, ou seja, agrada a qualquer paladar.

Atrás dela, outra variedade se destaca por seu sabor característico, marcante e – ainda assim – bastante democrático: a Malbec. Apesar de não estar entre as 10 tintas mais cultivadas no mundo, trata-se de uma uva bastante queridinha, apreciada tanto por quem está começando suas incursões no mundo do vinho quanto para os já iniciados e mais experientes.

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E, embora, essa variedade seja de origem francesa, sua grande expressão foi definida mesmo em solo argentino – lá ocupa de longe o primeiro lugar, com mais de 40 mil hectares de vinhas, ultrapassando, inclusive, a Cabernet Sauvignon na região, que ocupa cerca de 15 mil hectares.

E, mesmo ainda presente em sua terra de origem – em Cahors, onde é conhecida por Auxerrois e Côt, e em Bordeaux, onde é chamada de Pressac –, foi a partir da Argentina que a Malbec ganhou o mundo: cultivada em terroirs diversos, principalmente em Mendoza, Patagônia, Salta e Camarca (essas duas últimas no norte do país), oferece estilos diferentes, bem característicos de suas regiões.

Os iniciantes podem começar a explorar a Malbec por suas safras mais recentes – o vinho que não passou por barricas de carvalho pode ser mais agradável ao primeiro contato –; já quem tem um paladar mais treinado pode degustar rótulos envelhecidos, que oferecem mais complexidade e corpo.

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Mesmo com suas personalidades muito distintas, tanto a Cabernet Sauvignon quanto a Malbec são uvas que não podem faltar na sua adega. Perfeitas para o dia a dia, podem ser apreciadas sozinhas ou bem acompanhadas, harmonizando com diversos pratos: a Cabernet Sauvignon de corpo médio casa muito bem com massas, carnes e risotos.

Já a sua variedade mais encorpada pode ser degustada com pratos mais gordurosos e à base de queijos e embutidos. E a Malbec, como boa representante do país que a adotou, combina com generosos cortes de carne vermelha, além de pizzas em geral.

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