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Curiosidades

Varietal: sabor da terra

21 agosto 2018
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Você sabe o que é um varietal e quais características classificam um vinho como tal? Descubra a seguir!

Das muitas definições que um vinho pode ter, há duas bem básicas para classificá-lo: varietal (ou, ainda monovarietal e monocepa) e blend (também conhecido por vinho de corte ou assemblage).

Este último diz respeito aos exemplares que são elaborados com mais de uma cepa. Já o varietal, em tese, é a denominação dada a vinhos produzidos a partir de uma única uva.

Por que em tese? Vamos lá: a legislação de alguns países – e até de regiões específicas – determinam uma porcentagem mínima de uma uva para o vinho poder ser considerado um varietal. Caso do Chile, dos Estados Unidos e da Nova Zelândia, que exigem uma presença de pelo menos 75% de uma única casta.

Já na Alemanha, o vinho deve conter, no mínimo, 85% da uva descrita no rótulo. Regiões mais tradicionais da Europa, como Espanha, França e Itália, por exemplo, produzem rótulos 100% varietais, como a francesa Borgonha e a italiana Piemonte, de onde vem o icônico Barolo, elaborado apenas com a uva Nebbiolo.

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Outra pergunta que costuma não querer calar sobre esse assunto é: os varietais são melhores que os vinhos de corte? Como tudo no rico universo dos vinhos, não é tão simples determinar essa classificação.

Há “puristas” que defendem que os varietais são melhores pois guardam as características intrínsecas do terroir e transmitem com fidelidade a melhor expressão de determinada uva e a essência da região de origem – como acontece com os vinhos da já citada Borgonha, famosa pelos seus varietais de Pinot Noir e Chardonnay.

Por outro lado, muitos enófilos experientes defendem que os blends são produzidos precisamente para somar as melhores qualidades das uvas e que, com o talento do enólogo, é possível elaborar rótulos excepcionais e únicos a partir da mistura de duas ou mais variedades – como é o caso do famoso corte bordalês.

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Ou seja, estamos falando de duas regiões importantíssimas da França – Borgonha e Bordeaux –, cada uma muito tradicional em um estilo – varietal e blend, respectivamente.

Então, o melhor vinho vai ser o que mais agradar ao seu paladar – e a melhor forma de definir seus gostos é provando os muitos rótulos incríveis de blends e varietais. Mas nossa dica mais preciosa mesmo é: fique com os dois!

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