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Vinhos

Quanto mais velho o vinho melhor?

13 outubro 2020
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Será que essa máxima é sempre verdadeira? Não podemos confundir maturidade do vinho com envelhecimento. Confira!

“Sou como vinho, quanto mais velho fico, melhor”. A frase comparativa já virou popular há tempos em nossa cultura. O que muitas pessoas podem não saber é que a máxima não é totalmente verdadeira. Não são todos os vinhos que se beneficiam com o envelhecimento. Confira agora se quanto mais velho o vinho melhor!

Para envelhecer com qualidade, o vinho precisa ser produzido com uma uva saudável e de qualidade oriunda de uma região de prestígio e de uma safra boa. Além de apresentar alguns fatores essenciais: é necessário que haja uma boa base de acidez, tanino e álcool. Esses fatores são responsáveis por proteger o vinho dos efeitos do envelhecimento, ou seja, da oxidação. 

A acidez é um fator de grande importância. Sem ela, o vinho perde o frescor e parece uma bebida choca. Os vinhos brancos, por terem uma carga de tanino muito baixa, dependem da acidez para terem longevidade. Já os tintos, precisam do balanço entre acidez e tanino. Os taninos auxiliam na conservação do vinho e na preservação da cor.

Há alguns vinhos que são feitos especificamente para envelhecimento prolongado. Esses são chamados de “vinhos de guarda”. São vinhos que podem ainda estar um pouco ásperos quando prontos com as características não bem integradas. É preciso um certo tempo guardados na garrafa antes de serem consumidos para terem suas características domadas e, assim, tornarem-se mais delicados ao paladar.

Um dos vinhos de guarda mais famoso é o Barolo. Produzido na região italiana do Piemonte, pode ser necessário mais de 10 anos em garrafa para chegarem ao auge. 

Amadurecimento do vinho

Diferente de envelhecimento, que acontece na garrafa, o amadurecimento refere-se ao período em que o vinho permanece em estágio antes de ser engarrafado. Pode ser em barricas de madeira, ovos de concreto, tanques de inox e até ânforas de barro. O recipiente atua como um refinador do vinho, tornando-o mais equilibrado e complexo, e influencia em sua estrutura, agregando aromas e sabores. 

Diversos vinhos passam por esse amadurecimento, mesmo os vinhos que não são direcionados para guarda. Por isso, é comum encontrarmos no mercado vinhos jovens amadurecidos. Esses vinhos são elaborados de forma que estejam equilibrados em taninos, acidez e aromas logo de início. São produzidos para serem consumidos dentro de dois ou três anos depois de lançados.

Caso sejam mantidos guardados por muito tempo, podem perder seu perfil inicial, as características que o enólogo quis imprimir naquele exemplar. Exatamente o oposto aos vinhos de guarda.

Tenho um rótulo e quero ‘guardar’: 4 dicas para envelhecer seu vinho 

  • Mantenha os vinhos longe da incidência de luz solar;
  • A temperatura ideal para vinhos de guarda é entre 10º e 13º grau: evite variações de temperatura.
  • Mantenha a umidade em torno de 75%;
  • Cuide das rolhas. Mantenha as garrafas sempre na horizontal para que a rolha mantenha contato com o líquido, e gire-as delicadamente com certa frequência.

O vinho acondicionado em local inapropriado envelhece quatro vezes mais rápido e quando sofre variação de temperatura fica mais propenso a desenvolver defeitos. 

Decidiu armazenar o vinho por mais tempo? O próximo passo é entender qual a melhor opção para o seu rótulo: guardar em pé ou deitado!

A origem do mito

O mito sobre quanto mais velho, melhor o vinho, parece ser muito antigo e está relacionado ao antigo processo de produção da bebida. Os vinhos jovens, recém-fermentados, eram “duros”, tânicos e difíceis de beber. 

Eles precisavam ser envelhecidos para que ganhassem equilíbrio. Porém, com o passar dos séculos e o desenvolvimento das técnicas e conhecimentos de produção, os vinhos chegam ao mercado prontos para serem consumidos. 

Ficou curioso para conhecer alguns outros mitos e verdades sobre o vinho? Já falamos sobre cinco deles no Winepedia!

Escrito por: Wine