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Sommelier Wine

Tudo o que você precisa saber sobre Rioja

07 junho 2019
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Os vinhos, as rotas, as vinícolas e a história da principal Denominação de Origem da Espanha

Localizada no norte da Espanha, Rioja é a principal Denominação de Origem do país. A região possui 600 vinícolas, 14.800 viticultores, o maior parque de barricas do mundo e seus vinhos estão presentes em 130 países.

Rioja é a mais antiga denominação da Espanha, oficializada em 1925. Foi também a primeira a obter o título de Qualificada (D.O.Ca.), em 1991.

Com cerca de 65 mil hectares de vinhas, situadas nas duas margem do rio Ebro, a região é dividida em três áreas, Rioja Alta, Rioja Alavesa e Rioja Oriental (anteriormente chamada de Rioja Baixa). Essas áreas se diferenciam pelo terroir, envolvendo clima, tipos de solo, entre outras características.

O Atlântico e o Mediterrâneo são os climas que encontramos na região. Os solos são pobres em matéria orgânica e possuem tipos muito variados, como argiloso, arenoso, calcário, entre outros.

AS UVAS DE RIOJA

Entre as diversas especificações que englobam toda a produção do vinho, estão as variedades. A Denominação de Origem Qualificada Rioja autoriza o uso de catorze uvas diferentes, sendo cinco tintas e nove brancas.

A Tempranillo é a variedade de maior destaque na região, representando 87% da produção das uvas tintas. A segunda mais cultivada é a Garnacha com 8%, e a terceira posição tem um empate, Graciano e Mazuelo (encontrada também como Carignan) com 2%. Entre as brancas, a Viura (também conhecida como Macabeo) detém 70% dos vinhedos.

Dica de leitura:  Série uvas - Tempranillo

Além dos vinhos tranquilos (sem a presença de gás) tintos, rosés e brancos, a região também produz espumantes brancos e rosés, que devem ser elaborados pelo método tradicional.

A D.O.Ca. Rioja possui categorias referentes ao envelhecimento dos vinhos, sendo que três delas exigem um período mínimo em barricas de carvalho. Os tintos que trazem o nome “Crianza” no rótulo tem no mínimo um ano de amadurecimento em barricas de carvalho, já os brancos, seis meses.

O nome “Reserva” expressa que os tintos amadureceram três anos, entre madeira e garrafa, sendo que o mínimo exigido em barricas de carvalho é um ano, e em garrafa, seis meses. No caso dos brancos “Reserva”, o período total de amadurecimento são dois anos, sendo que o mínimo em madeira são seis meses. Já o topo das categorias de envelhecimento são os vinhos que trazem o nome “Gran Reserva”, que devem ter um amadurecimento de sessenta meses, sendo que o mínimo em madeira são dois anos, e em garrafa, também dois anos. Os brancos dessa categoria devem amadurecer por quatro anos, sendo que em madeira, o mínimo são seis meses.

Dica de leitura:  As variedades por trás do Cava

Os espumantes também possuem categorias de envelhecimento. O “Crianza” tem um amadurecimento mínimo de quinze meses, o “Reserva” vinte e quatro meses e o “Gran Añada” trinta e seis meses.

A produção de vinhos com grande expressão frutada, que destacam as características naturais das uvas, ou seja, com pouca ou nenhuma interferência de madeira, vem aumentando a cada ano, mostrando o potencial do terroir e a diversidade da região na elaboração de vinhos. Mas quando o assunto é tipicidade, os exemplares mais intensos, com longo amadurecimento em madeira e garrafa, e alto potencial de envelhecimento ainda estão no topo.

Para quem vai visitar a região, seguem algumas dicas:

Rotas do vinho
Rioja Alta
Rioja Alavesa
Rioja Oriental

Vinícolas
Muga
Marqués de Riscal
Bodegas Ysios
Eguren Ugarte
Luis Cañas

Fontes
https://www.winemag.com/region/rioja/
https://www.riojawine.com/es-es/

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Escrito por: Nicole Batista

Sommelière e Bacharel em Química, fez imersão em algumas regiões vitivinícolas da Europa e América do Sul.