Diário do Winehunter

A nossa primeira viagem à Nova Zelândia

24 outubro 2016
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Desta vez, fomos para a Nova Zelândia. Entre surpresas boas e outras nem tanto, vimos paisagens maravilhosas, conhecemos vinhos incríveis e aprendemos ainda mais. Confira.

Estávamos muito felizes e curiosos de viajar para a Nova Zelândia, pois ainda não tínhamos ido para esse país. Foi uma excelente oportunidade para vermos de perto toda a fama dos vinhos e as paisagens deslumbrantes.

Chegamos em Auckland de manhã, junto com nosso amigo Jason que chegou dos Estados Unidos. Depois da longa viagem, descansamos um pouco e marcamos um encontro na famosa Sky Tower, torre símbolo do local. Ficamos impressionados com a vista! A torre é maior que a Eiffel, com seus 328 metros. Do topo, para as pessoas mais radicais, há o Sky Jump, em que se pode saltar lá de cima, a 85 km/hora. Pena que não estávamos com tempo. Rs.

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Ainda na Sky Tower, subimos para o restaurante Orbit 360°, em que a plataforma gira 360° enquanto estamos jantando. Demora 1 hora para dar a volta inteira. A vista é simplesmente espetacular. Vale a pena conhecer.

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No dia seguinte, saímos de ferry boat de Auckland para começarmos nossa jornada a 30 minutos à ilha Waiheke, conhecida também como a ilha dos vinhos. Ela tem várias vinícolas, um microclima quente e seco, além de excelentes exemplares. A maioria das propriedades tem restaurantes, lugares ideais para os amantes de vinhos e gastronomia.

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Visitamos umas 10 vinícolas, de bermuda e mochila mesmo. A empresa que mais nos marcou foi a Man O’ War Vineyard. Foi uma verdadeira expedição para chegar ate lá. É praticamente o fim do mundo com uma praia maravilhosa. Rs.

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Chegamos em Napier, principal cidade da região vitícola de Hawke’s Bay e fomos recebidos por um produtor no aeroporto. Depois de 1 hora para chegar à vinícola, fizemos uma visita interessante, acompanhada da enóloga, e podemos conferir os critérios de qualidade na elaboração dos vinhos. Saindo para o vinhedo, o Ash, o proprietário organizou uma maravilhosa degustação.

De lá, voltamos para o hotel e encontramos alguns negociantes, que sabiam que estávamos na região, que nos apresentaram vários rótulos. Foi uma das piores degustações que já fizemos, porém, demos muitas risadas. Eles começaram a apresentar a empresa em um arquivo de power point bem feito e, em seguida, os exemplares foram degustados. Selecionamos alguns compatíveis com a nossa necessidade, mas os vinhos apresentados eram horríveis. Rs.

O Vicente tinha saído para uma ligação e não tinha degustado os rótulos ainda.  Estávamos na frente dos donos e eu não disse nada. Quando ele foi degustar, a cara feia que fez não mentiu e ainda olha para mim e diz “o que é isso?”. É lógico que não temos fotos desse momento. Rs.

Registramos só o Wine Hunter relax, aproveitando os dias lindos entre os vinhedos.

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Ao visitar outras vinícolas na região, indo de uma a outra, experimentamos excelentes exemplares, principalmente, os brancos, vimos paisagens espetaculares, rodamos umas 5 vinícolas, cruzando várias vezes a estrada com rebanho de carneiros.

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Foi um dia cheio com mais de 30 vinhos. Percebemos que eles têm um valor alto até mesmo para os padrões locais. Porém, isso nos fez repensar sobre o que se diz dos rótulos da Nova Zelândia, que só há vinhos excelentes. Depois dessa viagem, chegamos à conclusão que tem sim vinhos excelentes, contudo, nem todos, como comprovamos em uma degustação.

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Não poderíamos deixar de conhecer de perto umas da região mais emblemáticas da Nova Zelândia, Marlborough, reconhecida pelos deliciosos Sauvignon BlancChardonnay, Pinot Gris e Pinot Noir. Saímos de Napier para Nelson, localizado na parte norte da ilha, até chegar a Renwick. As paisagens da região impressionam.

Na vinícola, Clive nos aguardava para nos apresentar a região e os vinhos. Foi mais uma aula para nosso conhecimento, muito enriquecedora. A degustação foi excepcional! Nessa, realmente só degustamos vinhos excelentes. Aguardem que, em breve, vocês poderão comprovar no ClubeW.

Essa viagem foi a que mais nos surpreendeu este ano. Tanto para o lado bom (vinhos excelentes, paisagens impecáveis, boa gastronomia) como para o ruim (vinhos de pouca qualidade).

Até a próxima!

Santé!

 

Escrito por: Manu Brandão

Winehunter, francês e nativo de Bordeaux com mais de 25 anos de experiência no mundo do vinho.