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Curiosidades

Enólogos mais famosos do mundo e porque eles fazem tanto sucesso

16 julho 2020
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Entre brasileiros e estrangeiros, confira alguns dos nomes mais importantes na ciência do vinho!

Você sabe o que é um enólogo? Diferente de um sommelier, que são especialistas nos vinhos de uma determinado adega ou restaurante, os enólogos são especialistas na ciência do vinho e dominam todas as etapas da produção da bebida. 

O estudo da ciência se profissionalizou em 1876, quando foi inaugurada a primeira escola de enologia do mundo, na Itália. Apesar disso, quem é considerado o pai da enologia moderna até os dias de hoje é o francês Émile Peynaud. 

Peynaud teve grande importância em várias fases da produção do vinho em uma época em que não havia tanto conhecimento. Foi ele quem conscientizou os produtores quanto ao controle da temperatura durante a fermentação da bebida e também avançou nos estudos da fermentação malolática, processo que reduz a acidez e acrescenta textura ao vinho. 

O enólogo francês faleceu em 2004, mas deixou seu legado. Escreveu um livro em parceria com seu mentor, Jean Ribéreau- Gayon, chamado “O Tratado da Enologia”, considerado referência para todos os profissionais da área, além de terem fundado o importantíssimo Instituto de Enologia de Bordeaux. 

Jean Ribéreau-Gayon era filho do enólogo Ulysse Ribéreau-Gayon e a tradição do vinho na família não parou por aí, já que seu filho seguiu seus passos. Pascal Ribéreau-Gayon se especializou na pesquisa com antocianinas e polifenóis das uvas, além de se dedicar a entender as diferenças qualitativas e estruturais entre híbridos e variedades da Vitis vinifera, uma espécie de videira. 

Nos dias atuais, mais um francês é considerado um dos mais importante para a enologia e o nome dele é Michel Rolland, que já concedeu entrevista à Revista Wine. Rolland é conhecido por seu perfeccionismo na hora de produzir vinho. Para ele, não há nada mais incrível que as vinhas, os vinhos e criar blends.

Como um flying winemaker, acho que a melhor parte é a diversidade de pessoas que conheço e de vinhos que descubro pelo mundo. Mas o que mais me fascina é quando alguém me pede: “Quero um vinho capaz de receber 100 pontos”.

Aqui no Brasil, o primeiro colégio de Viticultura e Enologia foi fundado em 1959 na cidade de Bento Gonçalves, mas a profissão de enólogo só foi regulamentada no nosso país em 2007.

Enólogos brasileiros

Dentre os pioneiros no Brasil, o enólogo e professor Firmino Splendor foi um dos que fez parte do desenvolvimento dos processos na fabricação de vinhos na Serra Gaúcha, algo que continua fazendo – um de seus estudos mais recentes deu uma nova visão sobre a produção das uvas Isabel no Sul do país. 

É preciso também destacar a “nova safra” de enólogos, a começar por Gregório Salton, que faz parte da quarta geração da vinícola que leva seu sobrenome.  Gregório estudou e trabalhou por 7 anos na Argentina para se especializar na indústria que está há décadas na família. É dele o projeto Malbec Classic, feito em colaboração com o grupo argentino Peñaflor.

Outro enólogo com sobrenome conhecido é Adriano Miolo, superintendente da Miolo. Adriano é o responsável pelas safras premiadas da vinícola. No fim do ano passado, O Miolo Single Vineyard Pinot Noir 2017 foi premiado com uma medalha de ouro no Concurso Mondial des Pinot, em Sierre, na Suíça.

Além da qualidade dos vinhos, Adriano também garante a expansão do mercado: a Miolo já exporta vinho brasileiro para mais de 30 países. 

O interesse de Monica Rossetti aconteceu de forma diferente: a enóloga conta que se apaixonou pelo tema aos 14 anos, quando visitou o colégio de enologia em Bento Gonçalves, sua cidade natal, pela primeira vez. Desde então, são 19 anos de profissão. Ela já prestou consultoria técnica para mais de 20 vinícolas na Itália, já realizou mais de 33 colheitas e foi condecorada embaixatriz do Espumante Brasileiro na Itália. 

André Larentis começou a produzir vinho escondido da família. Sua primeira experiência, aos 12 anos,  foi com uvas e leveduras furtadas da vinícola da família e fermentadas em duas garrafas pet. Uma delas foi aberta na sua formatura em Enologia. 

De lá pra cá, Larentis foi o responsável pelo Larentis Cuvée Spéciale Brut Rosé e atualmente também é diretor da ABE,  Associação Brasileira de Enologia. Inclusive, a ABE elege o Enólogo do Ano há 16 anos. Você pode conferir a lista de todos e saber um pouco mais sobre cada um deles.

Escrito por: Wine