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É fato conhecido que a pontuação é um indício da excelência de um vinho, agregando valor ao rótulo (inclusive no preço) e atestando a sua qualidade – pelo menos na opinião de quem entende do assunto. No entanto, nem todo mundo sabe o que exatamente esse critério representa. Então, convidamos você a explorar o vasto universo da pontuação tomando como exemplo os vinhos desta seleção: o Antigal Uno Cabernet Sauvignon 2015, que recebeu 90 pontos do crítico James Suckling e 85 de Robert Parker, e o Antigal Uno Malbec, agraciado com 88 pontos de Suckling e 86 de Parker.

Primeiro, apresentemos os juízes: Robert Parker – você provavelmente já ouviu falar – é um grande nome do mundo do vinho. Além de ser um dos mais importantes e influentes críticos, o americano também foi pioneiro na criação de sistemas de pontuação, adotando o seu próprio, o Parker Points®, utilizado por vários críticos e entidades. Parker tem uma publicação bimestral, a Wine Advocate, na qual avalia exemplares de todo o mundo. Já James Suckling, também americano, é crítico de vinhos e charutos, foi editor da edição europeia da Wine Spectator e hoje tem o seu próprio site (jamessuckling.com). Parker e Suckling fazem parte de um grupo relativamente pequeno, entre críticos, revistas e guias. A britânica Jancis Robinson é outro nome bastante respeitado, assim como o americano Stephen Tanzer. Entre as publicações, se destacam a britânica Decanter World Wine Awards, as americanas Wine Spectator e Wine Enthusiast, o Guía Peñin, especializado nos vinhos espanhóis, o Gambero Rosso, para os italianos, e o conceituado Descorchados, que avalia os rótulos da América do Sul, inclusive os do Brasil.

Agora que você já sabe quem é quem no mundo da crítica especializada, vamos aos critérios e sistemas de pontuação: existem vários métodos de avaliação e diferentes linhas de raciocínio, mas, de forma geral, são analisadas as características gustativas, olfativas e visuais e até o potencial para evolução. Quanto ao sistema de pontos, os Parker Points®, como falamos, são bastante utilizados em todo o mundo. A avaliação desenvolvida por Parker pode ser dividida, em linhas gerais, em seis categorias, sendo: 50 a 59 pontos (vinhos inaceitáveis), 60 a 69 (abaixo da média), 70 a 79 (medianos), 80 a 89 (muito bons), 90 a 95 (excelentes) e 96 a 100 (excepcionais). Outras classificações conhecidas são a de Gambero Rosso, que dá de uma a três taças para os rótulos avaliados, a de uma a cinco estrelas utilizada pela Decanter, e a de Jancis Robinson, que pontua em uma escala de 12 a 20.

Agora, quando você analisar um rótulo, já vai saber identificar o que está por trás daquele número. Mas é bom lembrar: nem sempre a pontuação significa que aquele vinho vai te agradar e a ausência de pontos também não é sinônimo má qualidade, apenas que aquela garrafa não foi avaliada. Certamente um exemplar bem pontuado carrega uma boa reputação, no entanto, quando se trata de vinho, a regra é não seguir regras e descobrir que o melhor rótulo é aquele que mais agrada o seu paladar.

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“Eu já conhecia o trabalho impecável da Antigal Winery & States, mas esses rótulos eu degustei pela primeira vez na ProWein 2017, uma das maiores feiras de vinho do mundo, que acontece na Alemanha. A linha Uno, que tem um rótulo muito moderno, todo metálico, traz vinhos com estilos que agradam com facilidade, pois destacam a tipicidade dos tintos argentinos. Essa marca, que está em alta nos EUA, agora chega até você com a qualidade de sempre.”
- Manu Brandão, WineHunter

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