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Vinhos

Vinho verde: conheça tudo sobre o clássico português

20 dezembro 2021
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Embora o nome seja sugestivo, os vinhos verdes podem ser brancos, rosés, tintos e espumantes, desde que sejam feitos na região demarcada, em Portugal, e atendam aos requisitos da lei. Confira mais informações e descubra os melhores rótulos!

Ao escutarmos “vinho verde” pode ser que a primeira imagem que venha à cabeça seja de um vinho da mesma cor do nome, certo? Não neste caso!

Se não se refere à cor, o que é então um vinho verde? O nome, na verdade, está ligado ao local onde a bebida é produzida, em uma região situada ao noroeste de Portugal

Um vinho verde pode ser branco, tinto, rosado, ou até mesmo espumante

Demarcada oficialmente desde setembro de 1908, a região é uma das maiores áreas de cultivo de uvas na Europa, representando cerca de 15% do total da produção vitivinícola de Portugal.

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Então, por questões de registro e controle de produção, os vinhos verdes são somente aqueles provenientes da região demarcada portuguesa. Isso garante a qualidade e as especificidades geográficas de cada rótulo.

Nos últimos anos, os exemplares de vinho verde caíram no gosto dos consumidores brasileiros, por serem ótimos para os dias mais quentes e por combinarem com pratos que tenham peixes e frutos do mar.

Vinho verde: tradição secular na Europa

A região produtora oficial de vinhos verdes é conhecida também como Entre-Douro-e-Minho. 

Ao norte, o limite é o Rio Minho, e ao sul, o Rio Douro. Para o lado leste ficam importantes serras como da Peneda, Gerês, Cabreira e Marão. A oeste, está o Oceano Atlântico. 

Essas condições geográficas e climáticas influenciam diretamente na qualidade das uvas cultivadas e nos vinhos elaborados no local.

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Existem registros históricos que indicam que os vinhos verdes foram os primeiros exemplares que Portugal exportou para outros mercados europeus. 

Segundo estudos, nos séculos 16 e 17 os vinhos da região demarcada eram frequentemente levados para o norte da Europa. 

Características das uvas e dos vinhos

Os vinhos verdes têm estilo marcante: se destacam pelo frescor e pela leveza. Mas isso também depende da sub-região em que o exemplar foi produzido.

A região demarcada do vinho verde atualmente é dividida em nove, cada uma com um terroir específico: 

  1. Amarante: o principal destaque fica por conta dos vinhos tintos feitos com as uvas Amaral, Vinhão e Espadeiro. Entre as castas brancas, as variedades Azal e Avesso dão vida a vinhos frutados e com o maior volume alcoólico produzido na região.
  1. Ave: o blend que se tornou símbolo da sub-região é entre as uvas Arinto e Loureiro Trajadura, que juntas apresentam frescor e notas florais e cítricas.
  1. Baião: produz muitos vinhos brancos varietais com a cepa Avesso.
  1. Basto: por lá, é a casta Azal que chama a atenção, com vinhos aromáticos, cheios de notas de limão e maçã verde e alta acidez.
  1. Cávado: produz muitos vinhos brancos com a Arinto, a Loureiro e a Trajadura. Os vinhos tintos notáveis são feitos com a Vinhão e a Borraçal na sub-região. 
  1. Lima: área de produção de vinhos brancos finos e elegantes, elaborados a partir da variedade Loureiro.
  1. Monção e Melgaço: são utilizadas apenas as variedades Pedral (tinta) e Alvarinho (branca). O vinho Alvarinho da sub-região é conhecido por ser bastante aromático, com paladar mineral. 
  1. Paiva: tem prestígio na região demarcada graças à uma produção de destaque com as uvas Amaral e Vinhão. 
  1. Sousa: é conhecida pela fabricação de bons rosés, principalmente com a cepa Espadeiro.

Harmonizações com o vinho verde

Ao pensar em um jantar ou almoço com degustação e harmonização de vinho verde, é preciso lembrar das características mais marcantes do rótulo escolhido. 

Os brancos costumam ser mais leves, com alta acidez e frescor no paladar. Isso faz com que sejam bons vinhos para acompanhar aperitivos, frituras, saladas e pratos principais com peixes e mariscos.

Como os vinhos são mais ácidos, é necessário ter atenção à temperatura de serviço, para que a acidez seja refrescante e agradável e não incomode no paladar. 

Uma boa pedida para harmonizar com vinhos verdes são pratos típicos portugueses, de regiões mais próximas ao Atlântico. 

Bacalhoada, risotos de frutos do mar, saladas refrescantes e pratos com salmão são combinações certeiras com os vinhos mais ácidos como os vinhos verdes.

Curiosidades sobre o vinho verde

  • O controle e a certificação dos vinhos produzidos na região demarcada são feitos pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV). Desde o final da década de 1950, a instituição concede um selo de garantia aos rótulos locais. 
  • Para receber o selo, a bebida deve atender às normas estabelecidas pela legislação. Não há, por exemplo, restrições em relação à área de cultivo: todos os vinhos feitos dentro da região demarcada podem receber o selo, caso respeitem as diretrizes.
  • Pela lei, é permitida a elaboração de vinhos brancos, rosés e tintos, tanto tranquilos, quanto espumantes. Os tranquilos devem obedecer à graduação alcoólica de 8,5% a 14%, e os espumantes, de 10% a 15%.
  • Os vinhos verdes são feitos exclusivamente com as castas da região. Entre as principais estão Alvarinho, Arinto, Avesso, Loureiro, Azal, Batoca, Trajadura, Vinhão, Alvarelhão, Amaral, Borraçal, Espadeiro, Padeiro, Pedral e Rabo de Anho.

Sugestões de Vinho Verde à venda na Wine

Costa do Sol D.O.C. Vinho Verde 2019

Produzido com uvas nativas, é um vinho branco amadurecido em tanques de aço, com estilo fácil de agradar. 

As notas olfativas remetem a frutas brancas e amarelas, além de revelarem um toque cítrico. No paladar, é leve, com acidez agradável, fruta em evidência e doçura bem discreta. 

É uma boa companhia para petiscos como camarão frito e isca de peixe empanado, para entradas como salada de bacalhau e bruschetta caprese, e para pratos principais como espaguete ao molho branco e filé de frango com legumes grelhados. 

Piranha D.O.C. Vinho Verde 2020

Um blend branco que reúne as principais características das castas usadas tradicionalmente na região demarcada. Um dos diferenciais é a riqueza do paladar e dos aromas autênticos.

Elaborado a partir das uvas Trajadura, Loureiro e Arinto, o rótulo faz parte do portfólio da vinícola portuguesa Quinta da Lixa, e tem potencial de guarda de até três anos. 

Com notas olfativas de frutas cítricas como lima e limão, é um vinho fresco e jovem no paladar, com elegância e boa acidez na boca.

Uma boa sugestão dos experts para harmonizar com pratos com peixes, frutos do mar, saladas, wrap de peito de peru, salgadinho frito e frango grelhado. A temperatura ideal de serviço é 8 °C.

Artefacto D.O.C. Vinho Verde 2020

Fabricado com as uvas Arinto, Loureiro e Azal, este vinho branco do grupo Luís Duarte Vinhos é bom para ser degustado sozinho ou harmonizado

Amadurecido em tanques de aço inox, é um exemplar leve, com o DNA do Vinho Verde, e potencial de guarda de até três anos. 

Os aromas remetem a frutas brancas frescas, a notas cítricas e florais. Já o paladar é frutado, com acidez agradável e refrescante. Chama a atenção na boca por ser levemente gasoso. 

Para degustação, é indicado a uma temperatura de 8 °C, com pratos como estrogonofe de frango, empadão de palmito, macarrão ao molho branco, e peixe assado com tomate cereja e azeitonas.

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Escrito por: Wine